Nos dias de hoje é bem comum ver decks Modern e Legacy com poucos terrenos . Um deck que funciona assim no Legacy é BUG Delver, que utiliza apenas 18 terrenos mesmo com cartas de custo 2 e 3, e o Grixis Control no modern, que apesar de ser um deck de controle(que no t2 utilizaria 25 ou mais terrenos) usa apenas 22. O que faz os formatos mais antigos terem a possibilidade de se jogar com um deck com poucos terrenos?

A explicação nos leva ao Magic de 1997, onde não havia muita informação na internet sobre Magic e muita gente tinha que criar seus próprios decks, e não foi diferente com Alan Comer quando ele criou o seu monoblue control sem raras.

 

Turbo Xerox.png

Force of Will Resultado de imagem para check png

Counterspell Resultado de imagem para check png

Memory Lapse Resultado de imagem para check png

Base de mana com terrenos o suficiente para castar todas as spells na hora certa

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Será que 17 ilhas básicas é o número correto para esse deck?

O deck utiliza 12 Cantrips (4 Portent, 4 Impulse e 4 Foreshadow) e 17 terrenos.

Alan Comer, o criador do deck, disse que você precisa utilizar as cantrips no começo do jogo para assegurar os land drops e depois que já tivesse uma quantidade razoável de terrenos poderia utilizar as cantrips para transformá-las em cartas relevantes no momento, enquanto os outros decks que utilizavam uma base de spell parecida estaria floodando por terem 23 ou mais terrenos.

Com 17 terrenos e 4 Portent castáveis no primeiro turno você tem aproximadamente 85% de chance de achar a segunda land até o segundo turno estando no Play e e por volta de 90% estando no Draw.

O deck, além de não ter nenhuma carta rara, era extremamente consistente, o que fez com que muita gente copiasse a lista do Alan Comer, que resolveu chamar o deck de Turbo Xerox, pela sua popularidade entre as pessoas que jogavam com o deck em sua cidade.

O conceito da teoria do Turbo Xerox está em reduzir 2 terrenos a cada 4 Cantrips de 1 ou 2 manas. Com 12 cantrips e 17 lands é como se o deck operasse com 23 terrenos, que era a base de mana convencional da época.

Tal teoria é tão real que mesmo 20 anos depois de ser desenvolvida ainda é utilizada.

Miracles.png

Se analisarmos esta decklist segundo a teoria de Turbo Xerox o deck teria, virtualmente, 27 terrenos.

4 Brainstorm

4 Ponder

4 Sensei’s Divining Top

2 Predict

Combinando o poder de procura das cantrips com o efeito de embaralhamento das Fetchlands é fácil rodar o deck todo e achar facilmente o que se procura. No early game utiliza-se as cantrips para encontrar land drops e no late game para finalizar o jogo, da mesma maneira que funcionava o Mono Blue de Alan.

O Legacy tem as melhores cantrips já lançadas, então é mais fácil criar um deck de muitas cantrips pois todas são muito boas e eficientes, mas como um deck no Standard aplicaria a teoria de Xerox, já que as cantrips do T2 geralmente são mais fracas e mais pesadas?

Pierre Dagen fez top 8 no Pro Tour Kaladesh com um UR Control que tem a base de mana montada com essa teoria:

UR Dynavolt.png

4 Anticipates, que são um Impulse nerfado, te ajudam a garantir os land drops e a encontrar os Dynavolts no mid e late game, os Take Inventory trabalham de duas maneiras diferentes, tanto no early game para trocar um por um quanto no late para fazer um 2 manas draw 3 ou 4 e encher a mão de ação. E os Tormenting Voices que além de cantrip convencional também servem para descartar os Fiery Temper e utilizar o custo de Madness.

A teoria de Xerox é dispor de menos lands, utilizar mais cantrips e pode ser utilizada de diversas maneiras, o que abre mais um leque de opções durante o deckbuilding!

Espero que tenham gostado do artigo da semana, qualquer dúvida ou sugestão podem mandar por aqui ou pela página do Conhecimento Acumulado!

 

Do seu amigo,

 

Bruno Orelha

bruno-oreia

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