Este report não vai ser um report de TOP 8 ou um report pra mostrar que joguei bem ou mal, apenas considerações sobre o Nacional Legacy e minhas experiências no torneio.

Quando se trata de um torneio grande, escolher um deck pra jogá-lo sempre foi uma das minhas maiores dores de cabeça. Não é que eu não goste do “best deck” de cada formato, é que geralmente me dou bem com alguns arquétipos que geralmente não são os melhores(Scapeshift no Modern e Death and Taxes no Legacy). Assim que o Nacional Legacy 2017 foi anunciado eu comecei a treinar com diversos baralhos, passando por Death and Taxes, Miracles, Grixis/BUG/Ben Friedman’s Delver, Lands e Esper Deathblade. Todavia, nenhum desses me dava a segurança que o DnT me proporcionava, depois de muita pesquisa e treino, resolvi seguir com meus instintos e me preparar de DnT.

Tudo começou quando conversei com o Diego Ganev (do time O Legado) sobre qual deck ele iria jogar, resolvemos ir com a mesma lista, ele treinando em São Paulo e eu em Campinas, a lista passou por inúmeras mudanças, desde Eldrazi Displacer, Sword of War and Peace até Meekstone para pegar os Eldrazis e TNN na surpresa.

A lista final que utilizei foi a seguinte:

9 Plains
3 Karakas
1 Eiganjo Castle
1 Horizon Canopy
4 Wasteland
4 Rishadan Port
1 Cavern of Souls
4 Aether Vial
4 Swords to Plowshares
4 Mother of Runes
1 Umezawa’s Jitte
2 Phyrexian Revoker
4 Stoneforge Mystic
4 Thalia, Guardian of Thraben
2 Serra Avenger
1 Sword of Fire and Ice
2 Recruiter of the Guard
2 Thalia, Heretic Cathar
3 Flickerwisp
1 Mirran Crusader
1 Banisher Priest
1 Sanctum Prelate
1 Batterskull

//Sideboard
1 Pithing Needle
1 Grafdigger’s Cage
1 Meekstone
1 Path to Exile
1 Ethersworn Canonist
1 Containment Priest
2 Rest in Peace
1 Seal of Cleansing
2 Council’s Judgment
1 Sanctum Prelate
1 Gideon, Ally of Zendikar
1 Cataclysm
1 Wilt-Leaf Liege

9 Planícies, por ser um deck monocolorido, o DnT é bem resiliente à Wasteland e Blood Moon, além de não tomar dano para sua própria base de mana como acontece com os decks de 8~10 Fetchlands.

3 Karakas, além de ser uma ótima out contra Emrakul, Griselbrand, a Karakas ainda te permite algumas tricks, como salvar suas Thalias de removals ou dar chumpblock num Batterskull e negar o lifegain (ou até marcadores de Jitte).

1 Eiganjo Castle, com a adição das Thalia, Heretic Cathar o Eiganjo ganha mais uma funcionalidade, além do fato de poder bater com a nova Thalia em cima de True-Name Nemesis já que ela possui um ponto a mais de resistência que a Guardian, assim podendo bater com duas criaturas equipadas ou simplesmente racear o oponente.

1 Horizon Canopy, a única mana source que causa dano no deck todo, serve para contornar flood ou cavar por cartas do side nos jogos sideados.

4 Wasteland, 4 Rishadan Port, o mana denial package do baralho, por ser um deck não muito rápido, o DnT conta com diversas formas de disruptar não só a base de mana, como as spells dos adversários.

1 Cavern of Souls, geralmente nomeando Humano, a caverna te garante um 5º Vial, perfeita para encaixar haymakers, funciona muito bem para fazer uma Thalia, dar chump block , utilizar a karakas e colocá-la de novo em campo com o Vial na end step, assim garantindo que o oponente não possa anular e você ganhe tempo para desenvolver a mesa ou comprar alguma resposta.

4 Aether Vial, a carta que torna o deck “unfair”, ao longo do jogo o vial te gera toneladas de mana e valor por poder fazer tudo com flash, Vial + Flickerwisp é um dos motivos pelo qual o deck consegue bater de frente com outros tier mesmo estando atrás em board state.

4 Swords to Plowshares, apesar de ser um deck aggro, a utilização de STP invés de Path no maindeck é puramente pelo motivo de que dar um Path nos primeiros turnos do jogo e dar a possibilidade do oponente buscar uma básica é péssimo para o plano de mana denial do deck.

4 Mother of Runes, com a ajuda da Caverna e Vial, a Madre é uma das cartas mais importantes no deck, pois garante uma Thalia na mesa atrapalhando as cantrips do adversário ou impossibilitando de matar aquela Stoneforge que vai te fazer conectar a Jitte ou Espada.

1 Umezawa’s Jitte, o melhor equipamento ever (ok, talvez o segundo melhor, mas é o melhor válido no Legacy), a Jitte te permite um ângulo de ataque que nenhum outro equipamento do magic garante, 4 de vida por ataque, 4 de dano ou até -2/-2 por turno é  o suficiente para racear qualquer criatura do outro lado ou servir de cólera no palito.
2 Phyrexian Revoker, utilizado em 4 cópias no passado, eu e o Ganev optamos por utilizar apenas 2 Revokers por serem fracos demais contra Delvers e Eldrazi que achávamos que seriam grande parte do field, não me arrependo de ter utilizado apenas 2 Revokers (apesar de sermos underdogs no mirror).

4 Stoneforge Mystic, a real kill condition do deck, te garante versatilidade para lidar contra agro (Batterskull e Jitte) Combos (Espada para te cavar mais hates) e Control (Recursividade do Batterskull e draws da Espada), a maneira mais fácil de fechar o jogo é com uma stoneforge sem resposta.

4 Thalia, Guardian of Thraben, a carta mais importante do baralho, a Guardian serve como canivete suíço, mana denial, bate por cima de muitas criaturas do formato devido ao seu first strike e pode ser protegida pela Karakas.

2 Serra Avenger, 3/3 voar, vigilância por 2 manas? Tô dentro! Apesar de só poder ser castada no turno 4, a Serra Avanger pode entrar no terceiro turno pelo Vial, além de ser ótimo com Madre para se proteger de Delver e racear Pyromancer e TNN.

1 Sword of Fire and Ice, uma maneira de passar por cima do True-Name Nemesis, ser uma fonte de card draw e de proteção contra Jace caso não tenha um vial com o custo da criatura equipada, geralmente é one shot kill com Mirran Crusader (12 de dano num turno só) proteger de Pyroclasm/Kozilek’s Return é essencial em algumas matchups como Sneak and Show e Miracles.

2 Recruiter of the Guard, novíssima adição para o baralho, basicamente o Demonic Tutor (que nesse caso eu chamaria de Angelic Tutor), o Recruiter te dá recursão contra Terminus, te busca o hate necessário no momento, e caso tenha um vial, pode buscar uma chain de Flickerwisps para grindar no late game.

2 Thalia, Heretic Cathar, a carta que 100% dos usuários do The Source odeiam, essa nova Thalia me fez muitas coisas boas, atrapalhando oponentes de fazer a quinta land para equipar Batterskull, block surpresa com iniciativa, mais uma criatura que é protegida pela Karakas e de quebra é ótima com a Meekstone no side (A treta é contigo mesmo, Eldrazi!!!!)

3 Flickerwisp, muitos jogadores do baralho achariam um ultraje jogar com menos de 4 Wisps. Eu venho jogando com o deck por quase meia década, e acredito que o Wisp é sim uma das top 3 cartas mais importantes do baralho, no entanto, como meu medo era Eldrazi eu resolvi jogar com a Thalias novas e não me arrependo de não ter usado 4 wisps.

1 Mirran Crusader, recolocamos o Mirran na Sexta-Feira antes do natz para termos mais outs contra BUG Leovold (que acabei não enfrentando nenhum), no entanto eu queria ter a agressividade de um double-striker no maindeck, ótima escolha pro campeonato.

1 Banisher Priest, 5 Plowshares no maindeck? Gostcho mucho! Apesar de ser suscetível a removal, o Priest é uma ótima arma contra Sneak Attack, Mirror e Eldrazi (lembrando que exilar um Zoião com Priest te dá o draw), com Madre, Espada, Jitte (pra proteger de raio) e Prelate eu me senti bem confiante em utilizar o B. Priest, apesar de não ter sido muito bom durante o torneio eu não tiraria do baralho.

1 Sanctum Prelate, outra nova adição, o Prelate garante algo que o deck não tem (pelo menos não com frequência) que é FREE WINS, um Prelate settado para o custo certo impede o oponente de ganhar ou até mesmo de continuar a jogar (escolhendo 1 na maioria dos casos), além de ser uma das únicas maneiras de proteger suas non-creatures post board contra decks de Decay, Prelate na Veia Cálice na cadeia! hahahaa

1 Batterskull, todo deck precisa de uma curva alta, não é mesmo? No nosso caso, O Batterskull é o high end da curva que pode ser colocado por 2 manas através da Stoneforge, além de ser uma fonte de lifegain, o carro de churros (como o chamo carinhosamente) também te garante outro ângulo de pressão contra decks com madre das runas (já que a ficha é preta), contra decks de raio (4/4 Vigilância Lifelink) e Abrupt Decay (a ficha toma decay, mas o equipamento em si não). Tive algumas más experiências de Batterskull ao longo do torneio (keepando 1 batter na mão inicial quase todos os G3 do torneio todo).

Durante a construção do sideboard eu e o Ganev resolvemos focar em matchups que esperávamos enfrantar bastante invés de só focar em bad matchups. Esperávamos muitos Delvers, Miracles, Mirror, Reanimator e Eldrazi, infelizmente acabamos enfrentando muito menos Delvers do que gostaríamos, mas a leitura do field ainda foi bem boa(mesmo nossa lista sendo underdog no mirror).

1 Pithing Needle, um Revoker que nomeia lands e que não morre pra creature removal.

1 Grafdigger’s Cage, eu não jogo de DnT sem pelo menos 3 Grave Hates no side, escolhemos a Cage porque além de ser boa contra Reanimator também é ótima contra elfos, que esperávamos ser um arquétipo presente como possível resposta pra um field lotado de delver.

1 Meekstone, a nossa tech secreta para bater de frente(ou de lado, if you know what i mean) contra todos os TNN e Eldrazi. Meekstone com Thalia, Heretic Cathar era nosso combinho supremo para lockar decks com criaturas que não conseguíamos responder de maneira eficiente.

1 Path to Exile, a sexta STP. Com um alto número de Eldrazis no field gringo nós esperávamos enfrentar muitos Smashers e TKS, além do Path ser um removal sem drawback contra grande parte dos deck Legacy.

1 Ethersworn Canonist, apesar de não ter usado contra ninguém, a Canonista é uma carta que eu nunca vou tirar devido a segurança que ela me dá contra unfair decks.

1 Containment Priest, com BR Reanimator e Sneak and Show em alta o C. Priest é bem necessário, todavia, como tínhamos muitas armas contra esses dois decks resolvemos não usar mais que 1 priest.

2 Rest in Peace, melhor grave hate, period. Além de dar segurança contra Tarmogoyfs e servir como mana denial contra Deathrite Shamans.

1 Seal of Cleansing, muitos jogadores de Taxes torcem o nariz quando vêem que eu uso o Seal, o motivo de usar o seal invés de um disenchant convencional é: O seal entra no Show and Tell e pode quebrar uma Omnisciência ou Sneak Attack, além do fato de poder fazer o Seal na hora que não for um empecilho para mim, assim não preciso deixar de executar meu plano de mana denial(geralmente tapando 2 terrenos meus para dar porto no do oponente), Seal nunca sairá do meu side.

2 Council’s Judgment, uma das poucas maneiras que podemos contornar um TNN, o Council’s também serve para removar uma ameaça protegida por madre no mirror e matar AQUELE Jace que iria virar o jogo.

1 Sanctum Prelate, como disse no maindeck, gosto da possibilidade de ter Free Wins com o baralho, o segundo Prelate no side se mostrou muito importante.

1 Gideon, Ally of Zendikar, meu novo walker preferido, é o Jace TMS dos decks ruins… digo, de bixinhos! Ele passa, limpa e cozinha! É um anti-hate de -1/-1(Dread of Night, Golgari Charm, Marsh Casualties), pressiona muito bem todos os midranges do formato e impões um clock que nenhuma outra carta sozinha do deck consegue impor.

1 Cataclysm, nosso Reset Button contra miracles, High Tide e Enchantress(Toma essa, Djan! hahahaha), é um Armageddom que limpa as criaturas e Planeswalkers(como Planeswalker não está no texto de “escolha 1” da carta, ele mata todos os walkers). Nota importante: se você transformar o Gideon em criatura e fazer um Cataclysm você pode escolher o Gideon como a criatura pra ficar na mesa e ele não ser sacrificado.

1 Wilt-Leaf Liege, muita gente questiona a utlização de 1 Liege e 1 Gideon e não o porque não usar 2 Gideons. Eu optei pelo Liege por entrar de graça contra Hymn To Tourach e Liliana decks e pelo fato de ser mais fácil de castar e ser mais eficiente contra aggros(Liege te dá uma bela edge no mirror pois faz seus avengers não trocarem com os do adversário), além do fato do Liege ser melhor contra -1/-1 do que o Gideon.

Agora que expliquei todas as minhas escolhas do deck, sem mais delongas irei falar sobre o torneio.

Eu comecei com BYE 2, que significa que eu teria um tempinho para relaxar e dar uma olhada no field. Eu achava que eu tinha um Bye por ser bonito e outro por ser cheiroso, mas me falaram que tinha algo haver com o ranking hahahaha.

Comecei a jogar no round 3, fui direto para a mesa 2(a mesa 1 era featured match).

G1: Eu ganho no dado e keepo uma mão genérica com Vial, Batterskull e alguns bixos, meu oponente mulliga, o jogo começa a se desenvolver e ele encontra uma SFM que tutora Jitte, eu seguro a jitte dele por alguns turnos, mas ele finalmente consegue tirar meu revoker e encaixar um voador para conectar o equipamentoe, eu concedo para termos tempo pro jogos sideados.

G2: Eu mulligo a 6 e abro bem pior que ele, mas o topo me é favorável e acabo encontrando 1 recruiter que fez a chain de Wisps que Flickaram a Jitte dele por turnos suficientes para eu encaixar a minha e finalizar o jogo.

G3: Ambos abrimos bem e empatamos na mesa, ele encontra uma Jitte e eu fico fazendo tricks para que ele não conecte(ele estava travado em poucas lands, ele batia com o Wisp equipado, eu blockava no meu wisp e dava Wisp pelo vial no meu próprio wisp para poder flickar a jitte dele e poder impor pressão), quando eu estava quase virando o jogo os 5 turnos são chamados e acabamos empatando, foi um ótimo jogo, bem pilotado dos dois lados, parabenizei meu oponente por jogar tão bem.

2-0-1

Round 4 eu sento na mesa do lado contrário que sentei na terceira rodada, alegando ao meu oponente que eu havia empatado estando do outro lado, então resolvi ir pro outro lado pra tentar ganhar, começamos a rir e jogamos dado pra decidir quem começaria

G1: Ele ganha no dado e começou fazendo uma Praia e eu o coloquei em Miracles, encaixo meu vial e começo a grindar, mas eu me engano em colocá-lo em miracles quando ele encaixa uma SFM, eu faço revoker pra SFM e começo a bater de Thalia, ele faz um Fire/Ice que mata minha Thalia e Revoker mas eu já tinha minha própria SFM que conectou uma jitte e matou a gaga dele, alguns turnos depois eu encaixo um Wisp na jitte dele e finalizo rapidamente o jogo.

G2: Eu esperava mass removals, então joguei na retranca, ele keepou com apenas uma volcanic e um brainstorm, infelizmente não acha mais terrenos por vários turnos que me ganha um bom tempo pra executar meu gameplan, ele faz um veredito e eu volto de Revoker e Madre, faço uma meekstone e bato com o revoker equipado com espada, ele faz um explosivos pra 1 e quebraria meus vials, madre e meekstone, mas eu respondo colocando uma Thalia heretic, meu oponente não percebe que estourar o E.E. pra 1 mataria minha meekstone, que me permitiu desvirar com o Revoker equipado e causar letal junto com a Thalia.

3-0-1

Round 5 eu sinto que algo iria dar errado quando vejo que meu oponente se chama Moisés, poxa, vou enfrentar um cara que abre de God Hand? Assim não dá!

G1: Eu ganho no dado e keepo uma mão de 6 com Vial, SFM, Revoker, 1 Eiganjo, 1 Porto e 1 Plains, dou scry e coloco uma land pra baixo, faço vial e passo, meu oponente faz Marsh Flats para Pântano e me dá um thoughtseize na SFM, eu o coloco em BGW ou Deathblade, mas já que ele tinha um empate imaginei que estaria com algum BGW sem goyfs e por isso deveria ter empatado, eu volto comprando a segunda Stoneforge e resolvo castar já que se ele estivesse de Junk seria melhor fazer a gaga… infelizmente eu tomo uma FoW na gaga e percebo que ele estava de Esper Stoneblade, eu compro apenas lands e Plowshares até o resto do jogo e perco pra Baleful Strix e TNN.

G2: Abro com apenas uma fonte branca(1 karakas) e começo a grindar com Vial e portos, eu perco o vial e não consigo jogar nada, quando encaixo meu Gideon(no turno 9) ele volta de TNN e waste na minha segunda branca, por não conseguir  castar minhas spells eu fico atras demais, encontro um Council’s mas não acho mana pra castar e acabo perdendo pra um TNN me batendo com batterskull equipado. BTW, o deck dele era todo foil, foi bem legal ver uma batalha de decks foils!

3-1-1

Round 6 enfrento um brother de São Carlos, eu sabia que ele estava de BUG pois havia visto ele jogar na primeira rodada, sabendo do que ele estava eu disse que uma vez o Bob Maher perdeu a final de um Vintage para o Owen Turtenwald porque revelou múltiplas FoWs e morreu por isso, eu ganho no dado e me preparo para uma partida com muito potencial de risadas ou frustrações.

G1: Eu começo de vial e ele de shaman, e dou stp no shaman pra não tomar uma liliana ou tnn na volta, encontro um Recruiter que me busca um Mirran e começa a fazer o trabalho sujo contra um BGx , ele estabiliza a 8 de vida com 1 bob e 1 TNN na mesa e eu sem nenhum flyer, cito novamente a jogada do Bob Maher e passo o turno, ele revela uma fow e vai a 3, torço para comprar alguma coisa, mas acho mais uma land, passo o turno e é ÓBVIO que ele revela outra FoW e terminamos o jogo dando muitas risadas.

G2: Para o game sideado eu me preparo para enfrentar Dread of Night e/ou Marsh Casualties, encaixo uma Thalia no 2 que toma Daze, com um daze a menos eu tento um RIP no 3 que acaba resolvendo, alguns turnos depois eu faço uma Madre que toma Fatal Push e decido que é hora de tentar um Prelate pra 2(pra travar Decay que é basicamente a única coisa que o salvaria naquele momento), o Prelate resolve e não morre, eu continuo grindando com Prelate e Thalia Heretic até finalizar o jogo. Após assinar a slip ele mostra uma mão com 3 Marsh Casualties incastáveis devido ao Prelate.

4-1-1

Round 7 eu enfrento o Ganev, era óbvio que nos enfrentaríamos no mesmo torneio, ao sentar na mesa eu digo que se fossemos empatar eu concederia pois o considero um jogador bem melhor que eu e ele diz que pelo fato de eu ter falado isso era CLARO que o Deus do Magic me faria ganhar dele 2-0 sem esforços! hahaha

G1: Ele abre bem agressivo com Wisp e Madre e eu dependendo muito do meu vial, ele faz um recruiter com vial pra 2 de pé e eu faço um flickerwisp no vial dele em resposta, ele fica chateado que eu percebi que ele ganharia de mim se fizesse o revoker então ele acaba pegando um Wisp, eu viro o jogo conectando uma vez a espada UR.

G2: Eu keepo uma mão sem nenhum vial e compro 3 seguidos, obviamente ele encaixa uma needle pra vial que me impossibilita de estender minha mesa, ele supera minha board com muitos flyers e acabo morrendo

G3: Eu keepo uma mão mulligada a 6(com um batterskull já na opening hand) e NUNCA consigo castar o Skull, foi um jogo onde eu comprei apenas 3 criaturas a partida toda e ele termina o jogo com uma mesa superior e me mostrando 2 Council’s Judgment na mão, mas apesar da minha zika o jogo foi bem apertado de muito bem jogado dos dois lados.

4-2-1

Saindo os Standings eu estava em 38º , tinha chances de passar se eu ganhasse a próxima partida.

Sento na mesa enfrentando um brother que já jogou comigo antes, ele estava de miracles mas não sabia se ele tinha conhecimento de que deck eu estava e esperava que isso fosse me dar alguma vantagem no g1.

G1: Eu começo com madre e SFM e encaixo uma espada UR, não encontro mais criaturas mas ele não acha um terminus, apenas um entreat pequeno, apesar de ter 4comprado 4 STP nessa matchup(a pior carta na partida) elas me salvaram das tokens de anjo e me fizeram garantir o g1.

G2: Os dois abrem bem lentos, o que beneficia o jogador com um tampo em jogo, quando eu estava com clock 2 na mesa ele faz um entreat pra 4 no passe e eu morro.

G3 Eu já estava bem cansado, ele dá um Terminus e eu esqueço de voltar a Thalia pra mão com a Karakas, não estou muito acostumado a jogar torneios de mais de 6 rodadas e isso me fez alguma diferneça, ele faz um Jace que sobe duas vezes e depois fica diversos turnos sem usar pra nada, me bate de clique e venser e eu fico dando bounce na Clique para aumentar o clock dele, eu tinha um vial para 2 e 3 e não consigo achar criaturas por diversos turnos, acabo morrendo pro Venser me batendo de 2 em 2, aí vai meu Day 2 no nacional. =,(

4-3-1

Após ver que não consegui fazer day 2 eu descubro que nenhum amigo da cidade fez, então mesmo que eu fizesse não teria como voltar para jogar o segundo dia.

Eu obviamente esperava ir melhor, principalmente por causa do bye 2, mas nesse último ano não consegui treinar como gostaria, o pessoal da equipe acabou não se dedicando o tanto quanto falaram que se dedicariam e acabamos não treinando direito.

Slops do torneio:

  • Ter atrasado demais, se soubéssemos que atrasaria mais de 2 horas um amigo teria conseguido jogar, mas não foi porque ele chegaria em Campinas 30 minutos depois do horário que saímos.
  • Ter aberto de batterskull na mão inicial em vários games e não ter achado a quinta land pra fazer.
  • Nenhum companheiro de equipe passar pro day 2.

Props:

  • Mesmo tendo dado problema na segunda rodada, a Alice(scorekeeper) conseguiu resolver tudo maravilhosamente bem.
  • Mignon fazendo top 8 de novo com nossa lista de Lands.
  • Ganev ter sido tão brother, tanto nos treinos quanto no torneio.
  • Galera da equipe Power 9 por me aguentarem todo esse tempo(Valeu Bari <3)
  • Zé e Facanali por me convencerem a jogar o Nacional e me mostrarem que amigos são a melhor parte do Magic.
  • Coreinha e Kala, por me ensinarem a jogar de Death and Taxes.
  • Marcelão por ser o melhor jogador de Magic aposentado(talvez depois do Tibério).

No geral eu me diverti MUITO jogando o torneio, encontrando brothers de todas regiões do país, são as amizades do jogo que me fazem continuar jogando, parabéns para todos os organizadores(percebi que foi bem difícil de organizar um torneio desse tamanho), obrigado a todos os envolvidos!

 

Do seu amigo,

 

Bruno Orelha

 

11051778_917010341663644_5145557592211171701_n.jpg

Advertisements